sábado, 8 de setembro de 2012

Comentários sobre as obras lidas


video 
Uma das tarefas mais divertidas da gincana foi a gravação dos vídeos.As várias tentativas de gravar sem rir e de sem acontecer alguma coisa no momento que acabava com o vídeo!
Nessa etapa, cada membro do grupo comentou sobre uma das cinco obras lidas, dando dicas, citando algum trecho do livro e algumas curiosidades.

Comentários seguem a ordem:

1° - Livro ''O Guarani'', José de Alencar - Tayna Lopes
2° - Livro ''Memórias de um Sargento de Milícias'', Manoel Antônio de Almeida - Pedro Marques
3° - Livro ''A Moreninha'', Joaquim Manuel de Macedo - Ana Camille
4° - Livro ''Amor de Perdição'', Camilo Castelo Branco - Guilherme Ferreira

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5° - Livro ''Inocência'', Visconde de Taunay - Julia Ditadi

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Veja!

Para facilitar o entendimento dos leitores do blog, nosso grupo pesquisou um vídeo contando resumidamente   o romance A moreninha.

*O vídeo não foi feito pelo nosso grupo, apenas procuramos no youtube e estamos colocando aqui no blog!


http://www.youtube.com/watch?v=QYRHXfFGYfY

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Frase do dia


“Que importa a vida da gente,
   Se a gente, por mal ou bem,
   Vai vivendo simplesmente
   A vida que a gente tem?”
(trova de Anis Murad)


Carolina- Seu Jorge

Música é uma maravilha, relaxa, faz pensar ou nós levar pra outro mundo, então nada melhor do que uma boa música, totalmente relacionada com a nossa personagem para descontrairmos um pouco. Clique, ouça e curta bastante!

http://www.youtube.com/watch?v=I29dC0JdHco



Carolina

Seu Jorge

Carolina é uma menina bem difícil de esquecer
Andar bonito e um brilho no olhar
Tem um jeito adolescente que me faz enlouquecer
E um molejo que não vou te enganar
Maravilha feminina, meu docinho de pavê
Inteligente, ela é muito sensual
Te confesso que estou apaixonado por você
Ô Carolina isso é muito natural
Ô Carolina eu preciso de você
Ô Carolina eu não vou suportar não te ver
Carolina eu preciso te falar
Ô Carolina eu vou amar você
De segunda a segunda eu fico louco pra te ver
Quanto eu te ligo você quase nunca está
Isso era outra coisa que eu queria te dizer
não temos tempo então melhor deixar pra lá
a princípio no Domingo o que você quer fazer
faça um pedido que eu irei realizar
olha aí amigo eu digo que ela só me dá prazer
Essa mina Carolina é de abalar, ô
Ô Carolina eu preciso de você
Ô Carolina não vou suportar não te ver
Carolina eu preciso te falar
Ô Carolina eu vou amar você
Carolina, Carolina
Carolina, preciso te encontrar
Carolina, me sinto muito só
Carolina, preciso te dizer
Ô Carolina eu só quero amar você (2x)
Carolina é uma menina bem difícil de esquecer
Andar bonito e um brilho no olhar
Tem um jeito adolescente que me faz enlouquecer
E um molejo que não vou te enganar
Maravilha feminina, meu docinho de pavê
Inteligente, ela é muito sensual
Te confesso que estou apaixonado por você
Ô Carolina eu preciso de você
Ô Carolina não vou suportar não te ver
Carolina eu preciso te falar
Ô Carolina eu vou amar você
Eu vou amar você,
Pois eu vou te dar muito carinho;
Vou te dar beijinho no cangote.
Ôi Carolina
Menina Bela, Menina Bela
Carolina, preciso te encontrar
Carolina, me sinto muito só
Carolina, preciso te dizer
Ô Carolina eu só quero amar você (3x)
Carolina, Carolina.
Carol, Carol, Carol, ...


fonte: http://letras.mus.br/seu-jorge/69586/

Nossa Carolina :)

A 4ª etapa da gincana era escolher um integrante do grupo e caracterizá-lo de acordo com o personagem escolhido pelos alunos. Nossa personagem  escolhida foi a Carolina, então a nossa amiga Tayná Lopes se vestiu como ela:

Bem vocês devem estar se perguntando: o livro não se chama Moreninha, por que uma menina branca esta vestida como a personagem?


Explicação:   Carolina é uma jovem de quinze anos, cujas qualidades podem explicar a boa acolhida da personagem: "travessa como o beija-flor, inocente como uma boneca, faceira como o pavão, e curiosa como... uma mulher". Diferentemente das primas fúteis e fingidas, Carolina se destaca pela perspicácia, bondade e inteligência.
Com A Moreninha nasce também um mito sentimental, que tem como emblema a jovem personagem. A narrativa contribuiu para formular o ideal de beleza feminina tropicalizada que suplantou o padrão "loiro e pálido" europeu.
Entenderam? Nós não ficamos loucos não, toda essa caracterização está ligada ao livro. Devido a época, as roupas em que eram usadas e principalmente por ela ser uma menina, escolhemos esse look.

Conhecendo o autor

Oi pessoal, hoje iremos colocar a biografia do nosso autor escolhido: Joaquim Manuel de Macedo.


 
Joaquim Manuel de Macedo
O médico e escritor Joaquim Manuel de Macedo, nasceu em 24 de junho de 1820 em Itaboraí, RJ, e faleceu em 11 de abril de 1882, no Rio de Janeiro, RJ.
Filho de Severino de Macedo Carvalho e Benigna Catarina da Conceição, Macedo foi criado em sua terra natal, onde concluiu os estudos secundários. Mudou-se, em 1838, para a cidade do Rio de Janeiro, onde ingressou na Faculdade de Medicina.

Formou-se em 1844, nesse mesmo ano publicou A Moreninha, essa obra marca o início da ficção do romantismo brasileiro. Exerceu a profissão de médico por algum tempo no interior do estado do Rio. Sua primeira obra rendeu-lhe fama de forma tão intensa que o levou a abrir mão da carreira médica para dedicar-se exclusivamente à literatura e ao jornalismo.
No ano de 1849, fundou a revista Guanabara, junto com Araújo Porto-Alegre e Gonçalves Dias.
Nessa revista, trechos de seu poema-romance A Nebulosa foram publicados, obra considerada por muitos como uma das melhores do Romantismo.

Foi membro do Conselho Diretor da Instituição Pública da Corte (1866) e professor de História e Geografia do Brasil, no Colégio Dom Pedro II, ligado à família de Dom Pedro II e à família Imperial Brasileira foi preceptor e professor dos filhos da Princesa Isabel.
Na década de 1850, fundou o jornal A Nação do qual tornou-se o principal articulista. Ligado ao Partido Liberal, se elegeu deputado federal provincial (1854-1859) e geral (1864-1868 / 1878-1881).
Nos últimos anos de vida foi afligido por problemas mentais, morreu antes de completar 62 anos.

Sua obra é extensa e de grande importância literária, visto que é considerado um dos fundadores do romance no Brasil e um dos principais responsáveis pela criação do teatro também no Brasil.
Macedo é o patrono da cadeira nº. 20 da Academia Brasileira de Letras (ABL).

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Memórias de um sargento de milícias

Memórias de um sargento de milícias é um romance de Manuel Antônio de Almeida. Foi publicado originalmente em folhetins no Correio Mercantil do Rio de Janeiro, entre 1852 e 1853, anonimamente. O livro foi publicado em 1854 e no lugar do autor constava "um brasileiro".


História

Leonardo, o futuro sargento de milícias, filho de Leonardo-Pataca e de Maria Hortaliça é o resultado das pisadelas, beliscões e outros atos similares praticados pelo casal de imigrantes portugueses durante a travessia do Atlântico rumo ao Rio de Janeiro.
Maria-da-Hortaliça sente enjôos logo ao desembarcar e sete meses depois nasce um robusto menino, batizado com o nome do pai. A parteira - a comadre - e o barbeiro - 'de defronte' foram os padrinhos do herói, que passa junto aos pais os primeiros anos da infância. Leonardo-Pataca, que se tornara meirinho, confirma certo dia as suspeitas de que sua mulher não mantinha a mesma fidelidade que durante a viagem.
Em consequência, briga com ela, expulsa de casa o garoto com um enérgico pontapé e sai em busca de consolo. Ao retornar à tarde, em companhia do compadre e padrinho do menino, é informado de que Maria-da-Hortaliça, saudosa da pátria, tinha fugido e embarcado novamente, rumo a Portugal, a convite do capitão de um navio que partira pouco antes. Logo a seguir, Leonardo-Pataca vai viver com uma cigana, que, por sua vez, também o abandona.
Enquanto isso, Leonardo, o filho, adotado pelo padrinho, que muito se afeiçoara a ele, vai crescendo e a cada dia se revela mais briguento e travesso, prenunciando futuros envolvimentos com o famoso major Vidigal, que era o terror de todos os malandros e baderneiros da época.
O padrinho, com infinita paciência, tenta encaminhar o menino na prática da religião para qual este não revela grandes pendores. Coloca-o na escola e o ensina a ajudar a missa. Se na escola se revela um péssimo aluno e colega, na Igreja da Sé, onde consegue ser sacristão, vê a melhor oportunidade para grandes travessuras, como o experimenta o mestre-de-cerimônias. Este, um padre de meia idade, virtuoso por fora, mas bastante diferente por dentro, envolve-se com uma cigana, a mesma, aliás, com quem Leonardo-Pataca vivera depois da fuga de Maria-da-Hortaliça. O sacristão se vinga das reprimendas que sofre por suas constantes travessuras levando os fiéis a tomarem conhecimento dos fatos, o que faz com que seja expulso e deixe a igreja da Sé.
Para desgosto do padrinho e da madrinha, que queriam encaminhá-lo em uma profissão, Leonardo não demonstra qualquer interesse. Prefere a vida livre das brincanagens. Certo dia, em casa de Dona Maria, uma mulher das vizinhanças, conhece a sobrinha desta, Luisinha, sua futura mulher. Até que o casamento se realizasse, porém, muita coisa, iria acontecer. Leonardo-Pataca, depois de vencer o mestre-de-cerimônias na disputa pela cigana, é abandonado novamente por esta e passa a viver com a filha da parteira, Chiquinha. Daí nascem uma filha e grandes confusões, pois Chiquinha e Leonardo se detestavam e a parteira é chamada continuamente para serenar os ânimos. Por esta época aparece em cena José Manuel, um rival do futuro sargento de milícias em seu amor por Luisinha. Apesar dos esforços da comadre para afastá-lo do caminho, ela não tem sucesso. Além disso, a morte do padrinho e as contínuas brigas com Chiquinha fazem com que Leonardo saia de casa e passe a vagabundear pelos subúrbios da cidade, quando conhece Vidinha, uma mulata sensual, de olhos pretos e lábios úmidos, pela qual se apaixona imediatamente. Como Vidinha tinha outros pretendentes, cria-se grande confusão, o onipresente major Vidigal intervém e Leonardo consegue fugir, deixando-o furioso. Mas a vida continua e, com proteção da comadre, Leonardo entra para as hostes do major Vidigal, não revelando, naturalmente, grande amor por esta nova profissão e passando boa parte de seu tempo na prisão por indisciplina. Sempre com a proteção da comadre, que recorre à ajuda de Maria Regalada, um antigo amor de Vidigal, Leonardo supera todas as adversidades, chegando ao posto de sargento de milícias.
Assim, o final feliz se aproximava. José Manuel, o rival de Leonardo no amor por Luisinha, revela-se péssimo marido e, além do mais, morre providencialmente, deixando-a viúva e livre para casar com o sargento de milícias. Passando o tempo indispensável do luto, Leonardo, em uniforme da tropa, recebe Luisinha como mulher, na mesma igreja da Sé que fora palco de suas grandes travessuras como sacristão.